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DEPOIMENTOS  OUTBOUNTS 2009/2010

ALASCA

Olá, meu nome é Gabriel Amaral, e estou completando meu 11o. mês morando nos Estados Unidos. Dentro desse tempo, tive a chance de vivenciar inúmeras experiências que jamais eu encontraria, caso não tivesse deixado o Brasil para viver um ano fora. Sempre gostei de viajar, conhecer lugares novos, e me interagir com pessoas diferentes. Esses são alguns dos principais motivos porque me envolvi com o Programa de Intercambio de Jovens (PIJ) do Rotary.

Antes de decidir que queria embarcar no intercambio, eu tive a oportunidade de conhecer outros intercambistas que estavam no Brasil, vindos de outros lugares (os chamados "Inbounds"). E, quanto mais eu me relacionava e ouvia historias deles, mais atraído eu me sentia pelo programa. Claro, sempre tive certos receios -e acho que, de alguma maneira, todo mundo tem em relação a "deixar" minha família e meus amigos para viver fora do pais, em um ugar onde a cultura, a língua, a comida, e ate as formas de pensar e de agir, fossem totalmente diferentes do que sempre estive acostumado. E, ate então, eu não sabia que estava prestes a tomar a melhor e mais importante decisão de minha vida, que viria a mudar completamente minha forma de ver o mundo e as pessoas ao meu redor.

Ter saído de "casa" me fez crescer bastante. Imergir em uma nova cultura, com pessoas e situações totalmente diferentes, não é fácil! Toma tempo até que se aprenda a língua, se façam novas amizades -que, quando estabelecidas, durarão para sempre-, e que se perceba o que realmente é esperado de você. Como minha amiga (e ex-intercambista) Patrícia Werneck me disse uma vez, "você deve aprender a abstrair e a queimar proteína sozinho!"Mas todas as falhas de comunicação, todas as noites longe de casa, todas as frustrações, todas as risadas, e todas as inúmeras festas e momentos de diversão foram só parte do processo que me ajudou a desenvolver habilidades de adaptação, que, com certeza, farão a diferença em quaisquer ambientes onde eu estiver, além de ter me dado uma visão mais crítica sobre minha própria cultura.

Antes de falar sobre a minha real experiencia morando nos Estados Unidos, eu gostaria de destacar a importância e compromisso do Rotary International -como grande instituição que é- em dando apoio, e preparando seus jovens intercambiários para que tenham a melhor experiência possível. Desde o começo, quando me inscrevi para o programa, recebi vários treinamentos, e participei de várias reuniões preparatórias, nas quais rotarianos e ex-intercambistas me explicaram o que eu estava prestes a vivenciar, a importância disso, e o impacto que aquele ano teria na minha vida, além de terem me dado toda a ajuda necessária durante o processo de visto, compra de passagens, blazer, cartões, e tudo o mais. E agora, como Inbound, tenho recebido ainda mais apoio por parte de rotarianos, que sempre me levam para fazer coisas diferentes, e me fazem sentir que posso contar com eles para qualquer coisa. É impressionante o comprometimento daqueles trabalhando com o PIJ, e eu pude REALMENTE sentir isso logo no meu primeiro dia nos EUA, quando perdi minha carteira no aeroporto de Atlanta, e fui "abordado" por um rotariano, que me identificou como intercambista por causa do blazer, e me levou para jantar, me deu algum dinheiro, e ainda pagou pela minha taxa de bagagem na companhia aérea, para que eu pudesse chegar ao meu destino final. (Nunca achei minha carteira)

Bem, estou morando em Fairbanks, uma cidade de, aproximadamente, 100 mil habitantes, no estado do Alasca. Voltarei ao Brasil em 3 dias, e, ao mesmo tempo que estou animado para rever todos meus amigos e minha família, estou triste por ter que "deixar" minha nova casa e as pessoas que tanto me fizeram feliz nesse ultimo ano.

O Alasca é o maior e mais bonito estado dos EUA, repleto de montanhas, lagos, florestas, e muitas paisagens naturais. Ao contrário do que muitos pensam, o Alasca não é uma grande tundra, "coberta" por neve, ursos polares, e permafrost. O estado envolve uma enorme área, da qual uma apenas parte, relativamente pequena, está acima do Circulo Polar Ártico (onde se encontram ursos polares, tundra, pequenos vilarejos, e uma incrível diversidade cultural). Certas áreas do estado tem temperaturas anuais semelhantes as de cidades como Chicago, ou Seattle; e, em algumas outras, nunca neva. Já na minha cidade, que está localizada na parte central, a umidade do ar é baixa, o que faz com que tenhamos elevadas amplitudes térmicas (Agora, por exemplo, a temperatura está em torno de 32o. Celsius, e o dia tem 21 horas de sol).

A maior parte das pessoas que moram aqui vieram de outros estados, e são, também, muito receptivas e amigáveis. Por isso, não demorou muito para que eu começasse a me sentir "em casa"! O sistema educacional daqui é bastante diferente do Brasil: aqui o aluno recebe uma educação mais especializada e focada nos interesses individuais (o que acontece através da liberdade de escolha que o aluno tem sobre matérias que estudara), que acaba não sendo tao abrangente quanto no Brasil.

Ao longo do último ano, estive, também, envolvido em muitas atividades do colégio, como clubes e esportes, e posso dizer que isso foi excelente para que eu fizesse novas amizades, e pudesse me interagir com outras pessoas da minha idade; Procurei sempre me manter ocupado, e fazer o possível para aprender mais sobre a cultura; Tive a chance de viajar bastante dentro, e fora, do estado, o que me permitiu conhecer ainda mais sobre os lugares e as pessoas.

Me diverti muito durante meu intercambio, e aconselho a qualquer jovem que pense em fazer intercâmbio: "JUST DO IT!" Esse foi, sem dúvidas, um ano do qual nunca me esquecerei!

Atenciosamente,
 
Gabriel Amaral
Fairbanks, AK - USA

AUSTRÁLIA

Tentando viver novas aventuras e aprender um pouco mais sobre as coisas boas da vida o garoto João Paulo se inscreveu no programa de intercâmbio de jovens do Rotary em 2008 e como um bom representante ele participou de todas as reuniões e treinamentos do ano. Só que apesar disso ele foi um dos últimos a receber a notícia de que ele teria a oportunidade de sair do país e assim desfrutar de seu intercâmbio. Não deu outra, logo me meados de janeiro, estava ele a caminho da Austrália, mais precisamente a caminho da pequena cidade chamada Temora no estado de New South Wales. E quando ele fala pequena é porque ela tinha apenas 4 mil habitantes e, assim, primeiro JP ficou um pouco apreensivo de estar indo para um “buraco” quase no meio do deserto Australiano.

Passado os primeiros dias ele percebeu que apesar de toda sua dificuldade com a língua ele, poderia sim dar se muito bem naquela terra de cangurus. E com muita determinação ele pouco a pouco foi dominando o inglês e já com cinco semanas ninguém mais o segurava. Era um tal de falar inglês pelas ventas. Sua tática foi falar e falar mais a fim de conseguir conhecer através dos locais a maior quantidade de palavras que se ensinadas para ele uma a uma nunca entrariam na sua mente, mas em um contexto seria rápido de englobá-las em seu vocabulário.

Já pelos meados de abril JP completou seu 18° aniversario com muita saudade da família no Brasil mas também com muita ansiedade pelo safári que estava por vim. O Safári é uma viagem por toda costa oeste da Austrália, com boa estadia no centro desértico e no sul gelado junto com vários outros intercambiários do mundo todo. Nesta viagem ele teve oportunidades únicas como conhecer alguma das praias mais visitadas por turistas do mundo todo, subir na maior e mais sagrada rocha (Uluru), e desfrutar do passeio por umas das mais bonitas rodovias litorâneas que ele conheceu. Pronto. Já não lhe faltava mais nada, ele já tinha ótimos amigos australianos, tinha conhecido grande parte do país mais até mesmo que muitos australianos, tinha uma ótima convivência na escola, grande participação no time local de futebol mais conhecido por la como soccer e como um bom filho que era ele sempre ajudou nos afazeres da família até mesmo tendo experiência numa funerária já que uma de suas família tinha uma.

Ele não queria ter que deixar aquele país, em especial àquela pequena cidade que no final das contas ele passou a amar e idolatrar dizendo que se ele tivesse ido para uma cidade maior não teria conhecido a mesma quantidade de pessoas que conheceu e quem sabe não teria saído no jornal local cinco vezes. Ele amou sua vivência como fazendeiro já que ele acabou morando em fazendas próximas da cidade durante seis meses. Enfim ele não tinha do que se queixar.

Hoje, eu vivo em Goiânia e apesar de ter perdido a oportunidade de entrar na Universidade na hora certa, não me arrependo e se fosse possível faria tudo de novo. A Austrália será para mim como um segundo lar tenho a certeza que deixei por la famílias e amigos que me receberam de braços abertos no futuro.

 

João Paulo Ávila Fernandes

MÉXICO

Houve um momento em que cada um aceitou a palavra intercâmbio no seu dicionario pessoal, uns abracaram com forca outros não muito, mas que importava, no final, entramos todos no mesmo barco, entretanto o que poucos sabiam era que esse barco navegava em mar aberto.

Não vou falar que é fácil porque seria outro jovem falando do seu intercâmbio perfeito, a verdade é que as ondas são fortes e estamos suscetíveis a todos os extremos, se você  esta feliz, esta no limite da felicidade, e se você esta triste a vida sempre esteve contra ti. Logo aprenderás que realmente pode suportar, que realmente você é forte e que pode ir mas longe do que esperança, que maturidade tem mas a ver com tipos de experiências que você teve do que com quantos aniversários celebrou.

Desejaria que essa oportunidade fosse igual para todos os jovens, poque assim todos iam saber conviver, aceitar e respeitar as diferenças.

Agradeço a Deus, aos meus Pais e a Rotary Internacional por essa oportunidade.

No começo havia um certo preconceito pela minha parte e acho que da maioria de fazer intercâmbio pro MÉXICO, no entanto eu não desisti do meu sonho, e hoje com toda a segurança do mundo posso dizer que fiz minha melhor eleição e devo muito a esse país que me recebeu de Braços abertos. México para mim é e foi mas do que eu espera. Foi Inesquecível meu intercambio.

 

Jhonny Luz

DINAMARCA

Dinamarca? Onde é que fica mesmo?

Neste pequeno país, foi onde eu tive a melhor experiência da minha vida: meu intercâmbio. O país onde abriu a minha mente, ampliou meus horizontes, aumentou o meu coração, nasci de novo ali.

Quando saí de casa não tinha noção do que me esperava, pensava que ia ser uma viajem apenas mais longa, porém não tinha ideia do quanto mudaria a minha vida.

Nos primeiros meses foi o processo de adaptação a mescla entre tudo muito novo e estranho ao mesmo tempo, ainda pensa "O que é que eu estou fazendo aqui, quero voltar", mas depois você se acostuma, começa a falar um pouco, come de tudo, se veste à moda local, se sente tão adepto a cultura que acha que viveu ali quase a vida toda. No entanto, esse processo não é fácil nem rápido, o tempo não passa, a vontade de chorar é grande, e parece que os problemas só aumentam, chega até pensar em desistir. Mas por sorte nestes momentos, surgem aqueles que te colocam para cima, te empurram pra frente e fala Você já chegou até aqui, o difícil foi chegar, agora vai até o fim. E a melhor coisa é ouvir esta voz, que pode vir de um amigo, da host família, do conselheiro ou até mesmo de um desconhecido.

Depois que a tempestade passa, é hora de curtir o sol e a brisa. É o momento de ver que cada lágrima valeu a pena, rir de cada vez que pensou que não ia dar conta, se vê forte porque sabe que o mais difícil já passou. Está tão bem onde está, que esquece que um dia tem que voltar.

Cada mês, cada estação, cada dia teve seu sabor. Não há como descrever a emoção de ver as folhas ao chão do outono, a alegria do primeiro dia de neve, o cheiro suave das flores na primavera e o maravilhoso sol do verão. O contato com os daneses, aventuras dos intercambistas, as host famílias, as reuniões do clube, a gula pela a nova comida, os novos trabalhos voluntários (jardineira, pintora, etc) tudo com aquela magia que palavras não são suficientes para descrever.

O melhor de tudo para mim foram os amigos feitos, alguns tive apenas algumas horas juntos, mas se fizeram tão especiais, foram com eles que eu ri, eu chorei, me dei bem, me dei mal, aqueles que me deram bronca, me aconselharam e que eu também puxei a orelha e aconselhei. Eles foram também minha família.

Minha vida não é a mesma depois da Dinamarca, trago comigo pessoas do mundo todo, dei um pouco de mim para todos aqueles que eu conheci. E ganhei muito mais que uma nova cultura, experiências, amadurecimento, amigos, família até host dog. Eles foram a família que eu pude escolher. E quem eu amarei para sempre.

Tusind tak for alt Danmark = Muito obrigada por tudo Dinamarca.

 

Patrícia Cunha

Dinamarca 2009/2010